Outubro 14, 2009

Ana Clara declara!

Deus permite que certas coisas aconteçam no nosso caminho porque temos capacidade de escolha. Temos o livre-arbítrio. Queremos e teimamos e ele deixa porque é um pai amoroso. Aí a gente se lasca e bota a culpa nEle!

A gente passa por conseqüências das nossas escolhas e dizemos pra Deus que Ele tinha que impedir, falar alguma coisa, mandar um raio na nossa cabeça! Não. Ele não faz isso. Não se iluda. Não fique achando que Deus, com sua infinita graça e misericórdia faz esse tipo de coisa com um filho dele. Às vezes ele avisa sim. Ele nos diz o que devemos ou não fazer. Quem não ouve somos nós. Nós não queremos ouvir. E essa condição humana limitada e teimosa faz de nós seres insensíveis ao amor divino, à graça maior. E ficamos assim: revoltados, angustiados, desesperados, isolados.

O mundo clama por nós. Por um pouco de carinho, amor e atenção. Mas nós esquecemos o que é isso. Esquecemos o que é o amor porque só pesamos em sexo. Esquecemos o que é carinho porque só pensamos em vingança, em sangue. Esquecemos o que é compaixão, respeito ao próximo porque a internet nos deixa isolacionistas e alienados quanto ao que acontece do nosso lado.

A globalização trouxe a capacidade do homem se conhecer melhor a partir do conhecimento do outro. Mas ela também trouxe os jogos em rede, a tecnologia que faz tudo por nós. Trouxe a acomodação, o sedentarismo, a má-educação, a pressa, o stress, a dependência.

Ao invés de dependermos de Deus, dependemos do computador, do celular, do carro. Deus foi reduzido a bens materiais, engarrafado, embalado, rotulado, comprado, negociado por qualquer barganha. O Deus das nossas vidas não é o mesmo Deus do nosso espírito. O Deus de nossa mente e nosso viver é resultado das aspirações humanas de ter, ter, ter. Eu tenho Deus, não ando com ele. Deus não tem minha atenção, minha adoração, meu amor. Nãããããooooo, que isso! Eu que tenho Deus. Ando com ele o tempo todo na minha bolsa! Porque Deus é o meu celular.

A globalização é muito boa, claro. A tecnologia, incrível. Sem sombra de dúvida. O progresso ajudou o mundo a ir pra frente, com certeza! Mas qual foi o custo disso? Relacionamentos são mercadorias. A vulgaridade, a luxúria, a insensatez, a liberalidade imperam. Crianças são erotizadas. Desenhos tem matança. Jogos em rede são mais importantes que o bem-bom do namoro, pra ser bem direta. As pegações são mais divertidas (e perigosas), mais abertas. É tudo mais assim, digamos, pegável! Pega, usa e joga fora.

Isso se chama teoria neoliberal de mercado do mundo capitalista. Você sabia? Pra quem não sabe ta aí. Isso é regra de mercado, de venda, de comércio. O homem simplesmente jogou pro plano dos relacionamentos e vendeu com o rótulo de relacionamento aberto e flexível. Igual a Coca-Cola!!!! Xarope engarrafado, rotulado e com boa propaganda! Igual também ao McDonald’s, claro! Química e fritura embaladinhas e prontinhas pra matar seu organismo!

Eu não estou aqui pra falar que você deve boicotar o sistema capitalista. Não to aqui pra levar a Coca-cola e o McDonald’s à falência. Não to aqui pra instaurar uma revolução socialista. Não, não e não. Só estou me expressando.

Eu traí meu namorado, enrolei, menti e sabe-se lá mais o que eu fiz com ele inconscientemente. A gente faz isso o tempo todo e com todo mundo. Ou você acha que vai encontrar na internet pessoas tão sinceras, honestas e trouxas quanto você e eu? O quão honesto e sincero VOCÊ é na internet? É quase unânime que se entre na internet procurando pegação. Quase ninguém entra num site de relacionamentos procurando pretendente pra casar. Até tem. Mas é bem difícil.

Escute bem: toda regra tem exceção. As minhas máximas inclusive! Se as pessoas saíssem mais pra lugares dignos de parceiros pra casar, não se teria tanta dependência da internet. Não estou falando isso pra você abandonar seu pc e ir pra rua. Existe um ponto de equilíbrio. Ache o seu.

That's all folks!

Bjins, AC!

0 comentários:

Postar um comentário